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    E de outras coisinhas estranhas que não se parecem nem um pouco com ele.
     

    Nunca acreditei que era possível alguém gostar de duas pessoas ao mesmo tempo. Em minha opinião nem a dúvida podia existir, afinal, se você ama de verdade uma pessoa, na sua cabeça não tem espaço pra pensar em outra. Não dá para o coração se partir ao meio e uma metade amar o fulano e a outra metade ficar caidinha de amores pelo ciclano. Tinha certeza disso até que um dia aconteceu comigo.

    Eu estava namorando há uns sete meses e por mais que na época as briguinhas estivessem frequentes eu sabia que o amava, sentia vontade de estar perto o tempo todo e ficar junto pra sempre. Até que um dia eu me encontrei com o Diego*, um garoto de quem eu gostei. Nossa relação nunca passou de uma amizade não muito próxima, mas eu fui bem apaixonada por ele.  O encontro foi rápido, não passou de um “oi”, “tudo bem?”, “tchau” e abraço na despedida, mas foi suficiente para me deixar um pouco confusa.

    Eu sabia que continuava amando meu namorado, mas também sabia que tinha sentido uma coisinha estranha no coração quando vi o Diego e quando nós nos abraçamos, e então fiquei sem saber o que fazer. Não podia jogar um namoro tão lindo fora por causa e uma coisinha estranha, mas não era justo com meu namorado continuar tudo como era antes se eu não conseguia estar inteiramente entregue àquela relação.

    Fiquei confusa e fui conversar com minha amiga Ana* pra ver se surgia alguma luz nessa história toda, e ela acabou me contando uma coisa que me ajudou bastante (acho que ela nem sabe disso), não foi bem um conselho, mas foi uma das melhores coisas que já ouvi.

    A Ana, que namora há mais de dois anos e é completamente apaixonada, me disse que não tinha dúvidas do seu amor, mas que naquele dia acordou e passou a manhã toda pensando em um ex-namorado. Ela sabia que não tinha chance de rolar mais nada entre os dois, mas mesmo assim ficou pensando nele. O que a Ana disse abriu os meus olhos de uma maneira linda.

    Eu fui apaixonada pelo Diego, e mesmo depois de ter desencanado dele era completamente normal e aceitável que eu sentisse essa coisinha estranha quando nós nos abraçamos. E essa algo que eu senti quando nos vimos não influenciava no que eu sentia pelo meu namorado porque eram sentimentos completamente diferentes, um era amor e o outro era algo que até hoje eu não sei definir muito bem. E também, quem disse que tudo nessa vida tem que ter explicação? Não sei se alguém disse, mas se disse estava errado.

    Mas enfim, o que importa é que logo eu voltei a ser emocionalmente indiferente ao Diego e que o meu namoro vai muito bem, obrigada.

    P.S.: Continuo acreditando que é impossível amar duas pessoas ao mesmo tempo.

    *Os nomes foram alterados.
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