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    Independente de os resultados serem ou não os que você esperava.



    Confesso que desde que eu era mais nova nunca tive uma relação muito boa com o amor. Talvez por predisposição genética, pela minha fixação por contos de fada da vida real ou por qualquer outro motivo, sempre tive uma grande tendência a me apaixonar facilmente. E não era uma paixonite qualquer, era amor de verdade mesmo (acreditava eu na época), daqueles que faz a gente se imaginar sendo feliz pra sempre e que pensamos que nunca mais vamos sentir igual.
                    
    O fato é que desde sempre fui aquele tipo de garota tímida e insegura, “Com tanta garota bonita e legal nesse mundo ele vai gostar logo de mim?”, eu pensava, e por esses motivos nunca tive coragem de me declarar pra nenhuma dessas paixões, só ficava em casa sentada no sofá assistindo novelas mexicanas e sonhando que um dia alguém ia bater na porta da minha casa com um buquê de flores do campo me pedindo em namoro. Bom, não é surpresa pra ninguém que isso nunca aconteceu.
                    
    Com o tempo achei que já tinha me curado dessa síndrome de paixão súbita, até que conheci o José*, desde a primeira vez que nos encontramos o achei bonito, gente boa, bem humorado, uma gracinha de verdade. E adivinhem o que aconteceu? Síndrome da paixão súbita atacou novamente. Quando percebi já estava apaixonada pelo cara, naquele nível em que o coração dispara só de pensar no garoto.
                    
    Um dia, num momento de autoestima elevada ou sei lá o que, eu decidi que daquela vez ia ser diferente, que eu ia demonstrar pra ele o que eu sentia. Então comecei a puxar assunto no messenger  jogando uma indireta bem sutil vez ou outra, mandava mensagens no celular de vez em quando e sempre que possível convidava pra algum programa com a galera (pode parecer pouco mas são grandes avanços pra uma garota muito tímida). Nunca senti iniciativa da parte dele, mas continuava tentando. Depois de um tempo de não correspondência da parte dele fui desencanando da paixão, aos pouquinhos, mas fui.
                    
    Alguns meses atrás fiquei sabendo que na época minha melhor amiga, ao tentar fazer uma mediação entre nós dois, descobriu que ele me achava super gente boa e gostava de mim, mas (sempre tem um “mas” pra estragar tudo) não ia rolar nada entre nós porque ele na verdade estava a fim dela, da minha melhor amiga, que preferiu não me contar nada sobre essa conversa antes pra não me magoar.
                    
    No dia eu chorei e repeti pra mim mesma o quanto tinha sido idiota por investir tanto no José, até que de repente eu caí na real. Como assim idiota? Isso não é verdade, eu fui muito corajosa, essa é a palavra certa.
                    
    Nesse caso minha paixão súbita não se consumou e tudo deu errado, mas tudo poderia ter dado certo também e eu poderia ter sido muito feliz ao lado do José. E contei tudo isso pra chegar em uma palavra: ARRISQUE. Se eu não me arriscasse nunca ia saber se eu e o José daríamos certo, a resposta não foi a que eu queria, mas pelo menos eu soube qual era essa resposta.
                    
    A campainha está tocando, mas você nunca vai saber se é a felicidade ou a decepção querendo entrar se não abrir a porta. E acho que ninguém quer passar o resto da vida com essa dúvida.

    *Os nomes foram trocados.
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    2 ♥

    1. Olá Vanessa, você escreve muito bem, o tema amor é muito complexo, tento entende-lo mas te confesso que até hoje não consegui.

      tenho alguns textos sobre, se puder dar uma visitada lá no meu blog.

      Obrigado!

      http://blogagenor.blogspot.com.br/

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      1. Olá Agenor, obrigada pela visita e volte sempre^^

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