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  • Epifania: Menina


    Seu problema, menina, é que você é frágil demais. Sabe? Quando a gente é frágil deixa de ser seletivo e dá brecha pra que qualquer um entre na nossa vida. Menina, eu sei que ele não é qualquer um. Eu sei o que você sente. Mas sofrer, menina, é opcional. Veja só: já são tantos meses. E o que você fez? Você ainda é frágil, eu sei.

     Menina, eu detesto ter que dizer. Mas, eu te avisei. Avisei que não era uma briga que valia a pena ser comprada, avisei que no fim você ficaria só. E avisei que desde início já estava errado. Eu sei que você ainda quer, sei que ainda tem algo morando dentro de você que não te deixa desapegar. Mas, menina, querer sozinha não adianta. Um amor bonito precisa ser composto de dois. E por mais que ainda espere, você sabe que não vai voltar.

    Ele é livre, menina. Nunca te pertenceu. E é melhor assim, no fundo você sabe. Sabe que ele nem se lembra dos seus textos e, provavelmente, nem do seu nome. A autossuficiência dele sufoca. Então, menina, aceita. Aceita o fim do ciclo. Desconstrói o castelo. Vai, menina.

    Cadê os seus cachos? Trás eles, trás. Trás junto o seu sorriso, que ele faz falta. Menina faz o seguinte: tira o Pouca Vogal, Engenheiros e Moska da vitrola, pelo menos por enquanto. Existem outros sons. Vai e sente outros cheiros, também. Vai menina, que existe tanta coisa pra ver. Mas, menina, não fecha esse coração. Não fecha. Tem tanta gente bacana querendo entrar. Desacelera menina. Pra quê escrever um texto assim? Com frases curtas, rápidas e com um excesso de pontos finais assustador. Menina, quero parágrafos loooooooooooongos. Você tem muitas histórias pra contar.

    Menina, a saudade vai bater. E os olhos vão marejar de novo, a qualquer momento. Vai demorar menina, mas vai passar. Enquanto isso: escreve menina. Mas, escreve muito. Escreve como se ele pudesse ler e como se as suas palavras pudessem te salvar. Escreve pra te aliviar, menina. Escreve pra te acalmar. Menina, escreve. Vai, abre o word. Se desarma. Transforma em palavras o que está na alma. E quando achar que acabou, deixa o documento aberto por mais 5 minutos. Agora, você é a redatora e a revisora. Seus leitores não gostam de erros. Você também não. Então, menina, seja crítica. Com os textos e com a vida.


    Ametista Ferreira, 19 anos, futura publicitária. É viciada em blogs e revistas de moda e, acima de tudo, é uma sonhadora incorrigível. Se quiser conferir mais textos dela é só acessar seu blog, o Relicário.


    Pessoal, hoje é dia de estreia aqui no blog. A seção Epifania será atualizada semanalmente e tem o objetivo de divulgar textos de outros autores. Para participar, basta curtir a página do blog no facebook (é só clicar na caixa "curtir" que fica ali do lado) e enviar o texto para o email blogvanessacorreia@gmail.com. O tema é livre e o título da mensagem deve ser Epifania + Seu nome + Título do post. Envie o conteúdo do post no corpo do email acompanhado por uma breve descrição sobre você. Participe, estou ansiosa para conhecer o seu trabalho!


    Na literatura, epifania é uma forma de mostrar um conceito, algo que o escritor quer que o leitor veja e compreenda exatamente com o que ele quer dizer, que o leitor tenha um entendimento completo do que está lendo. É tornar legível aquilo que só o autor compreende, e quer que todos vejam do mesmo jeito.
    Fonte Significados.
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