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  • Epifania: Romance de Filme


    Nós adoradores de filmes românticos sentimos o coração bater mais forte ao ver cenas de romance, cuidadosamente planejadas para encantar a todos. A sensação dentro do peito após assistir um filme com um romance perfeito entre dois protagonistas, ás vezes, assemelha-se ao próprio sentimento de apaixonar-se, no qual o espectador permanece ainda um tempo enfeitiçado enquanto as letrinhas de crédito vão desaparecendo na tela. Durante todo o filme, há a imensa torcida para um final feliz. Um final já anunciado desde os primeiros minutos, o que de certa forma aumenta a expectativa do “GRAND FINALE”. O final inspira quem assiste dando-lhe a sensação de que algum dia este chegará para si.

    Contudo, o filme acaba assim que todo o romance se inicia desta forma é apenas um começo. E no nascer de um relacionamento tudo parece perfeito aos olhos apaixonados. O final real costuma ser muito diferente. Na maioria dos filmes se a história continuasse seria mais provável que os protagonistas acabassem se odiando e brigando judicialmente, porém a esperança do acontecimento contrário é o que faz o filme tão inspirador. Pessoas completamente opostas que se apaixonam fazem do filme mais desafiador e romântico. No entanto em relacionamentos reais isso se torna muito mais desafiador do que realmente romântico. Ideias contrárias e gostos distintos podem enriquecer romances, porém exigem um constante trabalho e flexibilidade de ambas as partes.

    As dificuldades enfrentadas pelos protagonistas apaixonados parecem existir apenas para reforçar ao público o quão intenso é o amor. No mundo real muitos relacionamentos se extinguem ao tropeçarem nas menores pedras. Sabemos disso, mas ainda torcemos pelo contrário. O garoto malvado, popular e idiota que no decorrer do filme se apaixona e torna-se o ser mais romântico, provavelmente voltará a ser o mesmo tolo de antes com o passar dos meses. Grandes declarações de amor, músicas e poesias declamadas, pedidos de perdão invadindo aviões ou jogando-se ao mar para alcançar navios em partida são quase extintos em um mundo fora da tela. Pessoas perdidamente apaixonadas que passam a vida lhe esperando não importa o que aconteça, podem ser apenas contos. Mesmo assim, todos sonham em encontrar sua cara-metade, alguém que só exista por você. Extremante romântico, entretanto pouco realista.

    A torcida para que os protagonistas emplaquem um magnífico romance é algo tão emocional e desejado pelos espectadores que na maior parte das vezes são ignorados as situações que em outro contexto não seriam bem vistas. Como considerar tudo bem abandonar um possível noivo na véspera do casamento, mesmo que ele não seja um cafajeste, o importante é a nova e fulminante paixão surgida em poucos dias; Traições e mentiras são aceitas; trocas de um irmão por outro não causam constrangimentos; fazer coisas contra lei para recuperar um amor nunca gera consequências.
      
    Sim, tudo muito poético! Afinal na ficção romântica as situações se ajeitam da melhor forma possível, pessoas abandonadas por protagonistas superam instantaneamente a perda e até se apaixonam alguns minutos após.  Mas sabemos que na vida real as feridas sentimentais demoram um pouco mais a cicatrizarem e nossos atos tem sim consequências para nós e para os outros. Mesmo todas as possibilidades românticas apresentadas nos filmes serem quase irreais, voltaremos a assisti-los com olhos esperançosos e suspiraremos a cada novo belo final. Por que no fundo só queremos um pouco da magia do romance.


    Shana Conzatti, 31 anos, formada em pedagogia e psicologia. Sempre amou ler e escrever, inventar novas histórias é seu maior divertimento. Neste ano realizou um antigo sonho publicando seu primeiro livro dedicado ao público infanto-Juvenil Clube da Árvore Solitária. Deseja conhecer melhor a autora acesse o blog do livro, twitter e fanpage.

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