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  • Liliane, Karine e a necessidade de se encaixar.


    Eu amo ler. Muito mesmo. Sou uma eterna apaixonada por qualquer história que consiga mexer comigo de alguma forma. Tenho uma estante de livros que, se meu poder aquisitivo permitisse, já teria preenchido todas as paredes do quarto. Mas mesmo com todo esse amor nunca tive paciência para ler textos na tela do computador. Eu gosto do objeto ali, em minhas mãos, de sentir a espessura do papel e respirar aquele cheirinho gostoso de livro novo.  Talvez por isso sejam tão poucos os blogs que acompanho diariamente, é difícil encontrar algo que realmente me prenda e me estimule a visitar aquele endereço frequentemente em busca de novidades.
                   
    Um desses sites é o Isso Não É Um Diário. Os textos de amor da Karine Rosa sempre me falam algo que eu trago guardado dentro do peito e é muito boa essa sensação de se identificar tanto com o que se lê. O outro é o blog da autora Liliane Prata, escritora da qual eu sou uma grande fã desde a época das colunas da revista Capricho. A Liliane sempre traz textos com assuntos e temas muito variados e eu acho incrível a maneira como ela consegue de certa forma imprimir sua personalidade e deixar uma marca em tudo que escreve.

    Passadas as apresentações vamos voltar ao assunto que me motivou a escrever esse texto.
                   
    Certo dia estava eu com os dois blogs em questão abertos em abas diferentes, na mesma janela de navegação. Li um texto da Karine, gostei muito e comentei. Escrevi o comentário sem muita preocupação, como quem conversa com uma amiga e dá uma opinião sincera sobre aquilo que leu. Em seguida, fui para o blog da Liliane, li o último texto postado e me apaixonei. Um trecho específico parecia descrever exatamente uma situação que eu estava enfrentando naquele momento. Então eu cliquei no título, escrevi meus dados pessoais no campo destinado a eles, mas travei na hora de digitar o comentário.
                   
    Eu sabia que era só repetir algo que tinha feito há alguns minutos, mas eu sentia que não podia simplesmente fazer a mesma coisa. Aquela era “A Liliane Prata”, autora de vários livros, conhecida no Brasil inteiro. Resumindo: A mulher é ótima, e eu sentia como se precisasse agradar com aquele comentário. Eu pensava que não podia simplesmente dizer que tinha gostado do texto ou algo parecido. Eu não podia mostrar que no fundo eu ainda tinha dentro de mim aquela adolescente que via nas colunas dela na revista Capricho uma melhor amiga. Era como se naquele ambiente eu precisasse me comportar de outra forma. Agindo como uma pessoa culta e legal e não como a garota que até hoje ama fazer os testes da tal revista.
                   
    Refleti por alguns instantes. Afinal, o que é essa necessidade de se encaixar em todos os lugares? Essa ideia de que é preciso se moldar ao ambiente para caber dentro dele? Isso realmente faz algum sentido? Não, não faz. Essa foi a conclusão a qual cheguei quando finalmente parei de bobeira, e escrevi o comentário no texto da Liliane. O que eu digitei? Copiei um trecho e disse que tinha me identificado muito com ele. Simples assim. O que aprendi com a história? Não tenho que mudar só para me encaixar, e as crônicas da Liliane Prata e os textos de amor da Karine Rosa continuam sendo meus melhores amigos.
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