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  • Um texto sincero sobre feminismo


    Houve uma época em que eu nem sabia ao certo o que significava a palavra feminismo. Lia em uma ou outra revista, via no jornal que algumas mulheres iam às ruas lutar por essa causa, mas não tinha ideia do que tudo aquilo significava. E nem fazia muita questão de saber, me informar não parecia ser algo muito importante. Quase todas as vezes em que ouvia alguém mais próximo citar o movimento isso era feito em forma de críticas, então não me parecia que uma mulher se declarar como sendo feminista fosse uma coisa boa.

    Cheguei à adolescência e no caminho até lá fui aprendendo um pouco mais sobre o feminismo, assistia um vídeo aqui, lia uma crônica ali, tudo de uma maneira bem despretensiosa. E mesmo tendo acesso a mais informações sobre o tema, eu fugia do movimento. Sempre tive uma aversão enorme a qualquer tipo de rótulos e definições que me limitassem. O feminismo parecia extremismo demais pra mim. Lia aqueles relatos, tudo parecia tão exagerado e eu afirmava convicta que não precisava do feminismo pra lutar pela igualdade de direitos e pelos ideais nos quais eu acreditava.

    No último ano senti uma espécie de mudança em mim, algo que começou lá no fundo do coração e foi se espalhando pela minha mente e impregnando minhas ideias. Não sei ao certo a causa disso, mas quando percebi já estava mais intolerante com comentários que antes eu considerava normais, passei a ter mais noção do domínio que eu tinha sobre o meu corpo e assim foi surgindo o interesse em pesquisar mais sobre o feminismo. Ainda assim eu fugia dele. Parecia uma responsabilidade muito grande me declarar como feminista e eu imaginava que precisava me informar sobre toda a história do movimento e ler um milhão de livros e artigos antes de trazer toda essa carga para mim.

    Acontece que no fim de semana me encontrei com uma amiga que me abriu os olhos. Comentei com ela tudo que já disse nesses três primeiros parágrafos e ela me respondeu algo que vou tentar transcrever aqui misturando um pouco minhas palavras com as dela. Você não precisa estudar a fundo todas as décadas de história do feminismo e ler mil opiniões sobre o assunto para se tornar feminista. Talvez você até já seja feminista e ainda não teve consciência disso. A verdade é o que feminismo pode ser representado aí, nas atitudes mais simples do seu dia a dia. Como não aguentar calada comentários machistas; não aceitar que alguém te julgue pelas roupas que você veste ou a maneira como se maquia; não permanecer submissa diante de atitudes que, por mais que muita gente tente dizer que são normais, você considera ofensivas; ter coragem para afirmar para quem quiser ouvir que o corpo é seu e as regras também são suas. Enfim, eu poderia continuar citando vários exemplos, mas acho que já deu pra entender o que eu quis dizer.

    Não estou pedindo pra você terminar de ler o que eu escrevi e sair por aí batendo no peito se declarando como feminista, mas peço que você veja alguns vídeos no YouTube, procure páginas no Facebook, leia textos em blogs e sites, leia livros. Garanto que em qualquer uma dessas mídias você encontrará alguma declaração interessante sobre esse assunto. Não deixe de ouvir o que quem vai contra esse movimento tem a dizer, assim fica ainda mais fácil notar quais argumentos realmente vale a pena escutar. Minha intenção não é impor minhas ideias a ninguém, mas peço de todo o coração que você se informe. Tenho certeza que quando você se propuser a abrir sua mente para conhecer mais sobre esse movimento, também irá sentir uma mudança maravilhosa se iniciar aí dentro de você.

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